O PARANÁ ESQUECEU DAVID CARNEIRO?

Há dias procurei numa das casas de sebo da cidade, uma obra de edição esgotada de David Carneiro. Era uma das nossas mais tradicionais livrarias e tinha fama de conter o mais rico acervo bibliográfico relativo a obras de todas as idades.

Porém, foi com custo que localizamos um único exemplar do autor, entre dezenas de milhares de outros diferentes títulos. Mas talvez eu mostrasse tanto interesse pela obra, que, no meio da procura, o vendedor me perguntou quem era, afinal, o tal David Carneiro de quem nunca ouvira falar.  – Ora, disse-lhe eu com convicção de paranaense: se trata do maior historiador do nosso Estado.  Autor de quase 200 livros da história d o Paraná. Porém, me surpreendi com o desconhecimento do livreiro.

Para Francisco Negrão os Carneiro constituem “uma família histórica” paranaense. Descendentes do açoriano Manoel Soares da Silva, que veio para Santa Catarina, mas acabou se instalando em Antonina, por volta de 1839, fugindo da Guerra dos Farrapos. Leia mais ›

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Belvedere – encerramento de convênio

O convênio firmado entre a Academia Paranaense de Letras e o Senac, que havia sido prorrogado até 31 de janeiro de 2017, venceu ontem.

O Senac deixou a vigilância do local à meia-noite e hoje pela manhã nos fez a entrega formal da chaves.

Não houve possibilidade de novo aditamento em vista do demorado trâmite administrativo do processo de restauração.

A Federação do Comércio, por liberalidade, está estudando a possibilidade de cercar o local com tapumes, até a obtenção das licenças necessárias à obra e, posteriormente, dos valores exigidos ao restauro.

Em reunião semana passada com o Secretário de Governo da Prefeitura de Curitiba, Luiz Fernando Jamur, expusemos o problema. Ele prontificou-se a conversar com a direção da Guarda Municipal para solicitar uma vigilância efetiva do local. A APL esteve representada pela Presidente Chloris, pelo Acadêmico Flávio Arns e por mim.

Era o que se tinha a reportar.

Ernani Buchmann

Presidente 2017-2018

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QUEM SÃO OS INTELECTUAIS DE HOJE?

O dicionário Houaiss costuma trazer, além do significado da palavra, sua datação histórica.  Assim, quando menciona o adjetivo intelectual e seu significado semântico, traz junto a data em que ele passou a ser empregado:  no caso no século XIV.  Ora, é sabido que até o fim da Idade Média, o mais que havia de vida cultural era o trabalho dos monges, no interior dos conventos e das poucas universidades que então existiam, todos ocupados na interpretação silenciosa dos textos sagrados da Igreja e do corpus aristotélico. Não havia até então intelectuais. Eram todos doutores da Igreja. A devoção religiosa ocupava todos os espíritos e preenchia os espaços desse mundo sagrado e silencioso.

Com o advento do Humanismo e do Renascimento, porém, o conhecimento deixou de ser privilégio dos teólogos e monges e passou a ser também objeto do interesse de laicos e leigos. Na França, Richelieu criou os acadêmicos, quando reuniu os homens de letras do país na Academia de Letras, fundada em 1634, com o fito de elaborar o Dicionário da Língua Francesa, mas que, discretamente, ocultava a intenção de manter em vigilância seus gens de lettres de suas inquietações.  Eram todos, até então, filósofos e eruditos, mantendo uma visão comum do mundo e do destino humano. E assim se conservavam, mesmo quando Colbert criou, em 1663, a Academia de Inscrições e Belas Letras e, anos depois (1666), a Academia Real de Ciência, reunindo como sempre os estudiosos das letras ao lado daqueles da ciência, em terreno comum, sem reserva de espaço ou de interesse que fosse exclusivo. E assim eles assumiram a liderança do conhecimento: das letras e das ciências. Eram os arautos da sabedoria. Com o tempo, porém, o campo se abriu e os das letras se apartaram dos das ciências e se assenhorearam do domínio da linguagem e do pensamento global. É o tempo então do intelectual oráculo, depositário dos valores espirituais e universais do tempo. Leia mais ›

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Save the date – Data da Solenidade de Posse da Gestão 2017/2018

A diretoria da Academia Paranaense de Letras comunica que a sessão solene de posse da gestão 2017/2018 será realizada no dia 6 de março, a partir das 19h30, na sede da OAB Paraná, no bairro do Ahú.

Solicita-se aos acadêmicos que reservem a data em suas respectivas agendas.

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OSWALD MIXDORF E A COLÔNIA ALEMÃ DE ROLÂNDIA

Ao contrário da versão comum, o desenvolvimento extraordinário alcançado pelo Norte Paraná, não foi resultado exclusivo da Companhia de Terras, porque à sua contribuição somam-se a de outras 40 diferentes empresas imobiliárias, e até mais, que participaram da promoção do desenvolvimento da região. Realmente, o espetáculo de ocupação e colonização do setentrião paranaense assumiu as proporções de uma verdadeira odisséia, cuja memória reclama a urgência e a atenção de sua preservação, posto que são poucos ainda os registros históricos ou   memórias vivas do histórico empreendimento e seus personagens. Leia mais ›

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