UM OLHAR PIEDOSO PARA NOSSA HISTÓRIA

A origem das Academias vem de Platão e de um bosque de oliveiras e plátanos, situado às margens do rio Cefiso, nas vizinhanças de Atenas, propriedade do herói Academos, onde Platão fundou, em 387 a.C, sua escola de filosofia para o convívio com filósofos e o ensino dos seus discípulos.

A denominação e seus propósitos maiores acabaram por se difundir no mundo, conservando, porém, a denominação de accademia, por tradição italiana, mas adotando em 1635 o modelo que o Cardeal Richelieu e o rei francês Luiz XIII, criaram para a Academia da França.  Ela trazia o propósito de unificar a língua francesa, mas, a bem de ver, o que queria era poder conter, sob visão, os arroubos reivindicatórios dos seus intelectuais. O ambiente era modesto, porque no salão só havia uma poltrona (fauteuil); e era do presidente. Os demais membros ocupavam tamboretes (tamburets), até que o acadêmico e cardeal Jean d’Entrées se recusou estar presente à posse do erudito Monnoye sob a alegação de que não sentaria num tamborete, comme um petit peuple, senão nuns fauteuils, a que tinha direito por nobreza. Leia mais ›

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WILSON MARTINS ERA UM “BRAZILIANIST”?

O poeta inglês Robert Southey publicou em Londres, durante os anos 1810-19, a primeira História do Brasil, em 3 volumes. E é um registro histórico que ainda permanece como um dos mais completos do nosso passado colonial. John Armitage, também inglês, fez sua História do Brasil, em 1837, ao ensejo da chegada da família real portuguesa no Brasil, em 1808.

Depois disso foi criado o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, em outubro de 1838, reunindo em assembleia, numa da salas do Museu Nacional, personalidades representativas da vida política e social do Rio de Janeiro, com objetivo de fundar um instituto de estudos históricos geográficos do pais e  promover a historiografia nacional, para, na frase patriótica do cônego Januário da Cunha Barbosa, secretario da casa,  “não deixar mais ao gênio criativo dos estrangeiros a tarefa de escrever nossa história.” Leia mais ›

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Posse Acadêmico Antônio Carlos Carneiro Neto – Cadeira 40

Convidamos para posse do Acadêmico Antônio Carneiro Neto, cadeira nº 40, patrono Cícero França, fundador Generoso Borges e o último ocupante o acadêmico Valério Hoerner Júnior,  se realizará no dia 25/07/2016, às 19:30 horas, no Teatro Sesc da Esquina (Rua Visconde do Rio Branco, 969 – Centro, Curitiba/PR).

 

Convite para posse de Antônio Carlos Carneiro Neto

Convite para posse de Antônio Carlos Carneiro Neto

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O PRIMEIRO SHAKESPEARE TRADUZIDO: HAMLET EM PORTUGUÊS, 1607

A globalização de Shakespeare começou há muito mais tempo do que se imagina. O autor ainda estava vivo, com 43 anos, em 1607, quando marinheiros ingleses encenaram a peça Hamlet na costa da África, em Serra Leoa, com tradução simultânea em português. Sim, o primeiro Shakespeare fora da Inglaterra – e Hamlet estreara apenas quatro anos antes em Londres – foi traduzido na nossa língua. O acontecimento histórico foi a 5 de setembro de 1607, a bordo do navio Red Dragon, da Companhia das Índias Orientais. Na época, Serra Leoa era dominada pelos portugueses, que a descobriram em 1460. O Red Dragon estava fundeado na costa do país devido a um mês de calmaria. O comandante achou que seria bom dar alguma ocupação aos marinheiros e botou-os a interpretarem Hamlet, The Prince of Denmark. No diário de bordo ele assinalou, para aquele dia: “Tivemos a Tragédia de Hamlet e, à tarde, fomos a terra para ver se podíamos atirar num elefante.” Leia mais ›

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A PROPAGANDA REPÚBLICANA EM PARANAGUÁ

Durante o Império uma simples “viva a República” levava o eleitor à cadeia a golpes de chanfralho.   Louvar a república era crime pela Constituição Imperial (art. 179, § 4º) e pela Lei de Imprensa de 1830. Mesmo assim, o intrépido e ardoroso Correia Defreitas não recusou o pedido de Quintino Bocaiúva, de levar sua fé republicana às cidades de S. Paulo, Minas e Rio de Janeiro. Anunciada, porém, sua conferência em Friburgo, Defreitas foi advertido pela polícia da proibição, em cumprimento de ordem do gabinete Ouro Preto. Ora, nem mesmo assim recuou o jovem parnanguara e a manifestação republicana foi proferida no Hotel do Comércio, e terminou com palmas e vivas à República. Diz-se que a conferência se tornou celebre, porque foi a última da propaganda, e 27 dias depois a República foi proclamada. Leia mais ›

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