É TEMPO DE RESSUREIÇÃO

O que se diz habitualmente da literatura paranaense é que lhe falta uma maior identificação regional, uma certa comunhão com a terra, sua gente, costumes e padrões de cultura. O acadêmico Pinheiro Machado, ainda nos idos de 1920 acusava pela revista católica “A Ordem” que o Paraná era um Estado incaracterístico e de menor presença na vida literária nacional. O curitibano um taciturno, frio e arredio. O Paraná, um espaço ainda informe do país, sem ícones representativos, como o gaúcho, o bandeirante, o baiano.

E há ainda os que desdenham de nossa origem. João Itiberê da Cunha nasceu em Assungui (hoje Cerro Azul), mas estudou na Bélgica, onde foi colega do poeta Maurice Maeternick e voltou parisiano, adotando a língua e costumes franceses. Mudou o nome de João para Jean e editou Preludes, de versos franceses à merveille, pregando o simbolismo de Maeternick e de Iwan Gilkin. Dalton Trevisan sempre que vem a Curitiba anuncia a seu modo, vou me emerder.   Leia mais ›

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PERSCRUTANDO A VIDA DO ESPÍRITO

O Espírito está em nós ao percebermos o surgimento  do amor, da justiça, da verdade, do bem, da beleza, da vida e da liberdade, coisas que não se encontram no mundo da matéria, mas que são como luzes a guiar nossas inspirações. O encontro de qualquer um de nós com o Espírito se dá de forma virtual, ao observarmos que muitas  coisas são etéreas, simbólicas, mas muito concretas em seus efeitos.

Isto só pode surgir se admitirmos que há uma Fonte Transcendente para condicionar tais fenômenos, uma Consciência Divina, semelhante à nossa consciência individual, mas que habita nosso interior, concretizando assim a prática de todos os valores: pois a presença do mal é ainda a expressão de um bem que se frustra, um desvirtuamento de ação pelo exercício errado da liberdade. Não existe nada que seja mau em si, mas apenas efeitos aparentemente danosos causados pelos determinismos naturais (sic). Leia mais ›

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ATA DA REUNIÃO CAFÉ DA MANHÃ DA ACADEMIA PARANAENSE DE LETRAS NO DIA 10 DE AGOSTO DE 2016

Aos dez dias do mês de agosto de 2016, reuniram-se em sala apropriada do SENAC, inúmeros integrantes da APL e convidados, para deliberar sobre os diversos assuntos pendentes, conforme pauta organizada pela presidência da Instituição. Dessa forma, registraram presença os seguintes acadêmicos: Chloris Casagrande Justen, Antonio Celso Mendes, Ário Taborda Dergint, Adélia Maria Woellner, Ernani Straube, João Manoel Simões, Paulo Torres, Carlos Alberto Sanches, Maria José Justino, René Ariel Dotti, Antonio Carlos Carneiro Neto, Nilson Monteiro, Eduardo Rocha Virmond, Rui Cavallin Pinto, Flávio Arns e Ricardo Pasquini. Leia mais ›

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TULIO VARGAS E O MINISTÉRIO PÚBLICO

O Ministério Público tem muitas versões de sua origem, porque a história é sempre uma visão de muitos. O que se costuma resgatar do seu passado são as manifestações fragmentárias do seu papel principal, para o qual foi sendo destinado a seu tempo. Disse dele Hélio Tornaghi, que o Ministério Público cresceu por avulsão: a cada tempo agregava novas atribuições e responsabilidades, até chegar à imagem que hoje ostenta, como instituição que cumula não só a defesa da ordem jurídica, da cidadania e da ordem pública, como também um vasto elenco de valores sociais, materiais e históricos.

Mas, apesar da versão oficial de sua origem menor e de seus préstimos iniciais para a consolidação do poder absoluto dos reis, ao tempo da emergência das nacionalidades modernas, seu papel e de seus agentes acabaram por construir uma instituição que, para o jurista francês Faustin Helie, se tornou   “un des plus admirables instituitions soient sorties du moyen age” Leia mais ›

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O PARANAENSE É TAMBÉM UM “HOMEM CORDIAL”?

“Raízes do Brasil” de Sérgio Buarque de Holanda  celebra  este ano   80 anos de sua publicação pela Olympio Editora, inaugurando a Coleção Documentos Brasileiros.  Um ensaio que, a partir da Revolução de 1930 e ao lado de Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre e Formação Econômica do Brasil, de Caio Prado Junior, passaram a liderar um forte surto renovador da nossa história e da imagem do homem brasileiro, à luz de suas raízes e herança social.

No plano social, o arquétipo é o “homem cordial”, expressão atribuída ao brasileiro, que Buarque de Holanda tirou do escritor Ribeiro do Couto e da correspondência deste com o poeta e intelectual Alfonso Reyes, então embaixador do México no Brasil.  O estereótipo ganhou espaço nacional e mesmo internacional,  com interpretações diversas, que transcenderam do campo da ciência social para assumirem  gosto popular. Leia mais ›

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