A CIVILIZAÇÃO DO ESPETÁCULO DE VARGAS LlOSA

Li recentemente, no noticiário diário, que o Ministro da educação do Japão recomendou aos departamentos de humanidades das universidades do seu país, que procurassem excluir os cursos de Filosofia, Sociologia, Letras e outras disciplinas da área, para conformar a cultura geral aos interesses maiores da nação e às necessidades atuais da civilização moderna.

Alegou que seguia uma orientação de política cultural que já vigorava na direção das universidades dos Estados Unidos e contava com igual precedente em medida adotada pelos órgãos australianos de fomento à pesquisa. O fundamento era sustentado por um renomado filósofo alemão, para quem a promoção desses cursos e disciplinas culturais consistia num verdadeiro “desperdício de dinheiro”.

A iniciativa já não surpreende: é uma síndrome que vem caracterizando nosso tempo. Leia mais ›

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ATA DA REUNIÃO CAFÉ DA MANHÃ DA ACADEMIA PARANAENSE DE LETRAS NO DIA 13 DE ABRIL DE 2016

Aos  treze dias do mês de abril, em recinto apropriado do SENAC, teve lugar o tradicional encontro mensal dos integrantes da APL e convidados, no qual se deu cumprimento à pauta estabelecida pela Presidente, que contou com as seguintes presenças registradas em livro próprio: João Manoel Simões, que distribuiu aos presentes suas últimas poesias (POESIA REUNIDA, 2º vol., ed. Chain, 2016), Albino Feire, Antonio Celso Mendes, Chloris Casagrande Justen, Ernani Straube, Ario Dergint, Ernani Buchmann, Eduardo Rocha Virmond, Adélia Maria Woellner, Flávio José Arns, Cecília Helm, Marta Maria de Moraes, Ney Freitas, Clemente Ivo Juliatto, Clotilde Germiniani  e o convidado Luiz Renato Ribas Silva. Leia mais ›

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E CONHECEREIS A VERDADE E ELA VOS LIBERTARÁ – Cognoscetis veritatis, et ueritas libererabit uos (João, 8,32)

Conheci Aramis Sabóia da Silveira em plena adolescência. Frequentávamos os primeiros anos do antigo Ginásio Paranaense, da Ébano Pereira. E eu o via tantas vezes acomodado na saliência de um muro do pátio da escola, desenhando à lápis nosso herói Flash Gordon e sua namorada Dale Arden, na luta contra o imperador Ming, do planeta Mongo.

À volta, seis ou mais garotos como eu, vivendo as emoções que o desenho despertava. Embora desenhar fosse também um dos meus pendores, admirava a habilidade e o capricho com que nosso artista mirim dava vida a seus personagens. E reconheci que ele o fazia melhor que eu.  Soube mais tarde que, quando tinha 13 anos foi levado à presença ao interventor Manoel Ribas, com um desenho do Presidente Getúlio Vargas, e o fim de pleitear uma bolsa de estudo. Trazia um trabalho de reconhecida qualidade, tanto mereceu apoio igual ao que fora dado a Poty Lazaroto para estudar no Rio de Janeiro. Porém, com Aramis foi diferente. Talvez por ser muito novo ainda, o interventor se congratulou com ele, elogiou seu desenho, mas o despediu prometendo apenas atendê-lo mais tarde, com maior idade. E ficou nisso, porque nem o jovem artista voltou, nem foi convidado.  Leia mais ›

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NOTA DE FALECIMENTO

É com pesar que comunico o falecimento do Confrade João José Bigarella (1923 – 2016), Acadêmico da Academia Paranaense de Letras, ocupante da Cadeira nº 22, que tem como Patrono Monsenhor Manoel Vicente Montepoliciano da Silva (1851-1909), na noite de 5 de maio.

Está sendo velado na capela 3 do Cemitério Municipal de Curitiba, e o sepultamento será hoje, 6/5, sexta-feira, às 17:00 horas, no mesmo local.

À família enlutada, nossas condolências.

Chloris Casagrande Justen

Presidente

Nota Falecimento João José Bigarella

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JOÃO CID PORTUGAL E 100 ANOS DE MEMÓRIA

João Cid Portugal completaria cem anos de vida em julho próximo, toda ela marcada por sua devoção à Justiça, que serviu, por herança e vocação, nas fileiras do Ministério Público e que coroou no Tribunal de Justiça.

No Ministério Público chefiou a instituição paranaense desde fevereiro de 1956 a julho de 1958, ostentando o título de ser o primeiro Procurador-Geral escolhido da própria classe; reivindicação pleiteada pela corporação desde há muito tempo. Sucedeu no cargo Laertes Munhoz, um dos opinates da corporação, que desde 1924 integrava a carreira, chegando a Promotor da capital e até Procurador-Geral, embora a esse tempo já deixara seus quadros, exonerando-se em 1943. Leia mais ›

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