Cadeira 10 – Flávio José Arns

Patrono

Telêmaco Augusto Enéas Morocines Borba (1840-1918)

Seu nome completo era Telêmaco Augusto Enéas Morocines Borba, filho do capitão Antônio Rodrigues Borba, veterano da Guerra da Independência e da Campanha Cisplatina, e de Joana Hilária, uruguaia, descendente da nobreza de Veneza. Nasceu Telêmaco em 2 de agosto de 1840 na Borda do Campo, cercanias de Curitiba. Casou-se em Porto de Cima, com Rita do Amaral, em 1860. Cinco anos depois foi dirigir o Aldeamento de São Pedro de Alcântara, defronte à Colônia Militar de Jataí, Norte do Paraná. Iniciou uma vida de sertanista. Conviveu com os índios, aprendeu-lhes a língua, os costumes, a vivência, enfim. Escreveria, mais tarde, o livro Atualidade Indígena, de grande repercussão entre os etnólogos. Fundou em Tibagi o Museu do Índio e correspondeu-se com as maiores autoridades indigenistas do mundo. A partir de 1882 ingressou na política. Elegeu-se alternadamente prefeito de Tibagi e deputado. Tornou-se político do Partido Liberal e participou de todas as campanhas cívicas da época. Quando da deposição do governador Generoso Marques, seu correligionário, enfrentou a tropa formada num protesto histórico.

Em 1894, durante a Revolução Federalista, sua participação torna-se-ia intensa ao lado dos insurretos, na condição de comandante da fronteira com o Estado de São Paulo, em Itararé. Fracassada a revolução, obrigou-se a partir para o exílio, comandando ao lado de Juca Tigre uma coluna de soldados e civis, na retirada pelos sertões do oeste paranaense. Em Montevidéu e Buenos Aires, integrou-se ao meio cultural, freqüentando museus e bibliotecas, além de manter intercâmbio com os cientistas locais sobre a temática dos silvícolas. Decretada a anistia pelo presidente Prudente de Moraes, retornou ao Brasil e retomou às atividades políticas. Mesmo pela oposição, uma fase de perseguições aos maragatos, reelegeu-se deputado estadual pela União Republicana Paranaense e recuperou o poder municipal como prefeito. Costumavam chamá-lo: Prefeito vitalício e deputado crônico. Como sertanista serviu de guia, décadas antes, a várias expedições, tendo em vista o levantamento hidrográfico dos principais rios do Estado, inclusive a de Bigg-Wither. Redescobriu o Salto de Sete Quedas, proeza relatada em crônica-diário de Nestor Borba, publicada em livro. Faleceu em Tibagi, vítima da gripe espanhola, dia 23 de novembro de 1918. (TV)

Fundador

Ermelino Agostinho de Leão (1871-1932)

Nasceu em Curitiba no dia 14 de janeiro de 1871, na antiga Chácara de Nhá Laura, local onde hoje se encontra o Colégio Estadual do Paraná. Seu pai, o desembargador Agostinho Ermelino de Leão, construíra nas redondezas uma capela e a consagrou a Nossa Senhora da Glória. Devido a essa capela, o bairro passou mais tarde a chamar-se Alto da Glória. A família mudou-se para Salvador e lá, no Convento da Graça, Ermelino teve a oportunidade de se dedicar a assuntos históricos, vendo despertada em si essa quase natural vocação. Depois, cursou a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo, formando-se em 1893.

De volta a Curitiba, casou-se com Deocleciana Augusta da Rocha, de família antoninense, iniciando sua carreira como promotor público, em Palmeira. Logo, no entanto, passou a dedicar-se ao comércio de erva-mate, como toda sua família. Sobrou-lhe, então, mais tempo em Curitiba, o que o fez atender aos próprios anseios, dirigindo o Arquivo Público do Paraná e o Museu Paranaense, fundado por seu pai e pelo Dr. Muricy. Ermelino dedicou-se também ao jornalismo; mostras dessa atividade estão esparsas em diversos periódicos, quase sempre atacando com mestria assuntos de cunho histórico. Fundador e membro do Centro de Letras do Paraná e da antiga Academia de Letras, fundou também o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

Sua obra de vulto é o Dicionário Histórico e Geográfico do Paraná, que publicou com o maior dos sacrifícios. No fim da vida, embora pronto o trabalho, sentiu que não concluiria a publicação dos fascículos e pediu ajuda a Francisco Negrão, autor da Genealogia Paranaense. Este foi quem, após a morte do amigo, promoveu o encaminhamento conclusivo ao notável trabalho. Faleceu em Curitiba, em 27 de fevereiro de 1932. Com o nascimento da Academia Paranaense de Letras, em 1936, logo foi lembrado para patrono da Cadeira n° 10. Mas, na organização da base acadêmica, ficou como fundador. Telêmaco Borba, mais velho que ele em idade, como patrono. (WB)

1º Ocupante

Francisco de Paula Dias Negrão (1871-1937)

Nasceu em São João da Graciosa, município de Morretes, no dia 13 de agosto de 1871. Funcionário público, dedicou-se de corpo e alma à pesquisa histórica. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico e ao Centro de Letras do Paraná. Foi diretor durante 26 anos do Arquivo Municipal de Curitiba, oportunidade em que publicou e comentou documentos preciosos por meio de 62 boletins dos arquivos da Câmara Municipal. Sua mais notável contribuição cultural foi, porém, a Genealogia Paranaense, obra obrigatória nas prateleiras de historiadores e pesquisadores. Essa obra, em seis volumes, tomou-lhe boa parte do seu tempo em vida, especialmente porque teve como colaboradora fiel sua esposa Astrogilda.

Cumpriu com fervor a promessa que fez junto ao leito de morte de seu amigo Ermelino de Leão: a de continuar a publicação do seu Dicionário Histórico e Geográfico do Paraná. Autor de expressivos trabalhos como Conjura Separatista; O Guarda-mor Francisco Marins Lustosa (1917); As Minas de Ouro da Capitania de Paranaguá (1920); Memórias da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba (1933); Memória Histórica Paranaense (1934), contendo as quatro obras acima; Efemérides Paranaenses (1941), além de biografias, crônicas e artigos esparsos na imprensa. Foi um pesquisador de expressivo talento e respeito. A documentação, nessa época, estava toda centralizada, mas em desordem, em salas da Secretaria de Viação e Obras Públicas, órgão a que pertencia o Arquivo Público do Paraná. Pois ele, paciente e metodologicamente, costumava passar até meses à procura do que pretendia, mesmo com todas as dificuldades que o acesso à documentação apresentava. Foi um colaborador valioso para o historiador Ermelino de Leão quando este desenvolvia o seu Dicionário.

Tinha por lema procurar somente a verdade. Essas verdades ia arquivando criteriosamente em casa, deixando, porém, seus arquivos franqueados ao público. Quando lhe solicitavam cópias, fornecia-as gratuitamente. Esse comportamento pesou-lhe no bolso, ele que era modesto funcionário aposentado da Fazenda Nacional. Faleceu em Curitiba no dia 11 de setembro de 1937, embalado na saudade de seu pátrio lar, local, como dizia ele: …solar hospitaleiro, onde a vida era intensamente agitada pelo trabalho, mas onde reinava a paz, a abastança, a bondade e o amor. Foi o primeiro acadêmico a falecer antes da Academia Paranaense de Letras completar um ano de fundação. (WB)

2º Ocupante

Arthur Martins Franco (1876-1979)

Nasceu em Rondinha, município de Campo Largo, em 10 de abril de 1876, filho de Evaristo Martins Franco e Josephina de Souza Franco. Fez o curso de engenharia civil na Politécnica de São Paulo. Elegeu-se deputado estadual em 1916 e 1919, e deputado federal em 1923. Engenheiro, escritor, parlamentar, professor, historiador e vicentino, ele tornou-se dos últimos bandeirantes do século XX da história paranaense ao ocupar espaço só permitido aos homens de cultura, ousadia e visão. Das incursões que realizou na condição de comissário de terras e de Secretário de Estado da Fazenda, entre 1904 e 1913, deixou dois livros de crônicas, cujos relatos ressoam para os atuais padrões paranaenses, em seu enquadramento na civilização brasileira, como uma época quase pré-histórica. Para atingir o Alto Paraná, na primeira vez foi por mar, de Paranaguá a São Francisco, daí a Montevidéu e Buenos Aires, depois pelo Paraná a Rosário, Corrientes, Paraná e Posadas, e então Brasil novamente. Da segunda vez, foi pela estrada de ferro de Curitiba a Uruguaiana, Passo de Los Libres e daí pelo Rio Paraná a Foz do Iguaçu, sem medir sacrifícios para levar o alento do governo às populações isoladas do extremo oeste.

Orador e conferencista, tinha — conforme opinião de Bento Munhoz da Rocha Neto — o dote de arrebatar e prender qualquer auditório, na magia de fazer vibrar os sentimentos paranistas, através de suas prendas intelectuais. Historiador cônscio das suas responsabilidades, afeito às longas pesquisas, nunca soube o que foi o desânimo, semelhante ao garimpeiro que envelheceu às margens dos rios em busca das fascinantes pedras dos seus sonhos. Suas produções, em ordem cronológica: O Município de São Jerônimo (1922), Em Defesa do Índio e do Sertanejo (1925), D. Pedro II, o Imperador Magnânimo e Sábio (1933), General Carlos Cavalcante de Albuquerque (1935), O Coronel Telêmaco Morocines Borba (1941), Zacarias de Góis e Vasconcellos (1942), Diogo Pinto e a Conquista de Guarapuava (1943), Um Paulista a Serviço do Paraná e da República (1954), Marquês do Paraná (1956) e Recordações de Viagem ao Alto Paraná (1973).

Faleceu em Curitiba, dia 8 de maio de 1979, com 103 anos de idade. Na oportunidade de sua investidura na APL foi recepcionado pelo acadêmico Laertes de Macedo Munhoz. (TV)

3º Ocupante

Ruy Christovam Wachowicz (1939-2000)

Nasceu em Itaiópolis (SC) em 26 de maio de 1939, filho de Romão Wachowicz e Marta Wachowicz. Professor universitário, possuía o diploma de doutor, expedido pela Universidade Federal do Paraná. Mestre em História do Brasil, foi dos mais fecundos pesquisadores da história do Paraná. A obra de investigação histórica que produziu o autorizava a inserir-se entre os melhores autores paranaenses do gênero. Poucos estudiosos levantaram aspectos da nossa realidade regional com tanta minudência e profundidade, redescobrindo origens étnicas e vestígios de povoamentos remotos. Na adensada bibliografia revela nítida preferência pela temática da imigração polonesa e a influência cultural que tem exercido sobre a sociedade paranaense. Descendente daqueles primeiros colonos de Tomaz Coelho, rebuscou, com freqüência, suas raízes eslavas para explicar os fatores sociológicos da colonização bem sucedida dos seus ancestrais que, inicialmente, agregados à lavoura, galgaram depois os degraus das mais variadas atividades da inteligência humana.

A maioria dos seus livros trata desses assuntos apaixonantes e destaca a notável contribuição dos poloneses, não apenas à economia brasileira, mas às artes, ciências, política e literatura, de modo geral. A ocupação e colonização do sudoeste do Paraná mereceu, de sua parte, aprofundado estudo histórico. Luiz Carlos Pereira Tourinho, presidente do Instituto Histórico, Geográfico do Paraná, referiu-se à obra de Ruy Wachowicz com peculiar franqueza: “O povoamento do sudoeste ainda não havia encontrado historiador talentoso, sobretudo, de coragem para relatar-nos com fidelidade o que ali ocorreu de bom e de mau. De bom, pela excelente qualidade dos colonos que recebemos; de mau pela incompreensão ou má intenção de muitos dos administradores estaduais.”

Entre outras obras de sua bibliografia constam: Abranches: um Estudo de História Demográfica; Orleães — Um Século de Subsistência; Tomaz Coelho — Uma Comunidade Camponesa; O Camponês no Brasil; Obrageros, Mensus e Colonos; Universidade do Mate; Paraná, Sudoeste: Ocupação e Colonização; História do Paraná; Norte Velho, Norte Pioneiro; Fascículos sobre História de Curitiba. Tomou posse na Academia no ano de 1993, recepcionado pelo acadêmico Edwino Tempski. Faleceu no dia 19 de agosto de 2000, em Curitiba. (TV)

4º Ocupante

Raymundo Maximiano Negrão Torres (1925-2006)

Nasceu em Belém do Pará, no dia 20 de fevereiro de 1925, filho de Antonio de Sá Torres e de Elza Duarte Negrão Torres. Concluiu o curso primário no Colégio Progresso Paraense, em Belém. Em 1942, após terminar o ginasial, transferiu-se para Fortaleza, para cursar a Escola Preparatória de Cadetes. Ingressou na Escola Militar do Realengo, onde concluiu o curso. Foi declarado Aspirante-a-Oficial de Artilharia pela Escola Militar de Resende em 11 de agosto de 1945 e classificado no 3o RAM, em Curitiba. No Exército assumiu diversos cargos de realce. Atingiu o generalato-de-brigada em 1978, para logo em 1983 ser promovido a General-de-Divisão. Foi Subchefe do EME. Comandou a 3a RM, em Porto Alegre, de abril de 1985 até janeiro de 1987, quando foi designado Vice-chefe do DGS, função em que solicitou sua passagem para a reserva. Radicou-se, então, em Curitiba. Sua atividade literária passou a ser exercida a partir de 1956. Em julho de 1989, publicou, na capital paranaense, um livro autobiográfico, prefaciado pelo senador Jarbas Passarinho, curiosamente intitulado Meninos, eu também vi! — paráfrase ao célebre verso de Gonçalves Dias no poema I-Juca Pirama. A obra relata seu itinerário pelos quartéis e Alto Comando, em que há traços de ufania e amargura, críticas e louvores, recompensas e frustrações. É, em suma, um retrato dos homens que compõem a instituição militar, seus merecimentos e fraquezas, conforme a respeito se manifestou Túlio Vargas, presidente da Academia Paranaense de Letras. No ano seguinte, publicou um ensaio autobiográfico intitulado Por Que Morreram os Americanos no Vietname?

A partir de 1990 passou a colaborar na Gazeta do Povo. Grande parte dos textos publicados no jornal paranaense foi reunida nos livros Para Collor Ler na Cama, lançado em 1991, e De Fernando Collor a Fernando Henrique, publicado em 1995. Em 1998 lançou dois livros, As Epístolas de um General de Pijama: Cartas e Nos ‘Porões’ da Ditadura. Em 2001, publicou Paraná: Encruzilhada de Caminhos. Em 2002, lançou 1964: Uma Revolução Perdida, seguido de O Fascínio dos ‘Anos de Chumbo’, também sobre o movimento de 1964, publicado dois anos após o primeiro. Em 2005, Nos Caminhos da História, um ensaio sobre a história do Paraná e do Brasil.

Foi Vice-presidente do Centro de Letras do Paraná, Diretor Cultural do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e sócio correspondente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, além de conferencista convidado de entidades culturais e clubes de serviço (ADESG/ PR, Rotary, PUC/PR). Ocupou a cadeira no 15 da Academia de História Militar Terrestre do Brasil. Faleceu em Curitiba em 5 de maio de 2006. Foi recebido na Academia Paranaense de Letras em 3 de abril de 2003 pelo acadêmico Wilson Bóia. (EB)

5º Ocupante

Flora Munhoz da Rocha (1911-2015)

Nasceu em Curitiba, no dia 23 de setembro de 1911, filha de Etelvina Rebelo de Camargo e de Affonso Alves de Camargo. Aos sete anos iniciou os estudos no internato do Colégio Cajuru, quando seu pai era Presidente do Estado do Paraná. Terminado o mandato, Affonso foi eleito Senador, o que levou a família para o Rio de Janeiro. Na então capital federal, Flora estudou no Internato do Colégio Sacré-Coeur de Jesus, até às vésperas de seu casamento, aos 17 anos, com Bento Munhoz da Rocha Netto.

Filha e nora de presidentes do Estado, veio a se tornar também esposa de governador, em 1951. Suas novas atribuições permitiram que realizasse obra admirável no campo social, com a criação no estado da Legião Brasileira de Assistência. Implantou 40 postos de puericultura nas cidades do interior e a Creche Branca de Neve, para crianças de Curitiba, estendendo o atendimento aos bairros. Fundou, também na capital, a Cidade dos Meninos, para abrigar até 300 adolescentes, sob orientação pedagógica de padres especializados em recuperação e ensino profissionalizante. Teve o privilégio de tornar realidade o que sonhara em seus poemas.

Mãe de cinco filhos (Caetano, Mitzy, Daisy, Sandra e Suzana, que lhe deram 17 netos, 30 bisnetos e três trinetos), nunca interrompeu suas atividades como escritora. Foi, por muitos anos, colaboradora semanal da Gazeta do Povo, do Jornal da Imprensa, do Rio de Janeiro, e da extinta revista O Cruzeiro. Seu conto Elisa teve os direitos comprados pela Rede Globo, que o adaptou para o programa “Você decide”. Seu poema Canção Nupcial foi musicado pelo maestro Eleazar de Carvalho, apresentado em récita de gala pela Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, com a soprano Lia Salgado. Publicou Apontamentos (1954, crônicas); Crônicas de Domingo (1956); Três menos Um (1956, peça teatral); O Armazém de Seu Frederico (1973, contos); Domingo a Gente se Fala (1975, crônicas); Ida e Volta (1976, flagrantes de viagens); A Beleza de Ser Criança (1977); O Sofá Azul (1980); Bento Munhoz da Rocha Netto e A Imagem que Ficou (1985); Quadros sem Molduras (1986); Entre sem Bater Memórias (1998).

Recebeu inúmeras condecorações, destacando-se, em 1956, a Lateraeclésia (Vaticano) e, em 1978, o título de Vulto Emérito, pela Câmara Municipal de Curitiba. Fundadora da fundação da Academia Feminina de Letras do Paraná, exerceu sua vicepresidência durante a primeira gestão. É membro da Associação de Jornalistas e Escritores do Brasil, do Centro Paranaense Feminino de Cultura, do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, do Centro de Letras do Paraná, da Academia de Letras José de Alencar e da União Cívica Paranaense. Tomou posse na APL em 23 de setembro de 2008, no Graciosa Country Club, saudada por Chloris Casagrande Justen. (EB)

6º Ocupante

Flávio José Arns (1950)Flavio Arns

É formado em Letras e em Direito e Ph.D em Linguística pela Universidade Northwestern, dos Estados Unidos. Engajado na causa das pessoas com deficiência, tornou-se um dos nomes de destaque nessa área no cenário nacional e internacional. Na vida política, já foi deputado federal, senador, vice-governador e secretário da Educação no Estado entre 2011 e 2014.