Ata da reunião da APL no dia 8 de abril de 2015

Aos oito dias do mês de Abril de 2015, em dependências do SENAC, às 9:00 horas, teve início mais uma reunião/café dos acadêmicos e convidados abaixo citados: Chloris Casagrande Justen, Antonio Celso Mendes, Adélia Maria Woellner, Ernani Straube, Clemente Ivo Juliatto, Ário Taborda Dergint, Laurentino Gomes, Marta Morais da Costa, Nilson Monteiro, Ernani Buchmann, Eduardo Rocha Virmond,  Albino Freire, Ney José de Freitas, Dante Mendonça, Maria José Justino e os convidados: Fernanda Foltran, arquiteta SENAC e Tarás Antonio Dilay, Curador da APL. Seguiu-se a leitura do Credo Acadêmico pelo confrade Ernani Straube e o Cântico do Hino do Paraná, a Presidente passou a ler sua mensagem, nos seguintes termos:  Caríssimos Acadêmicos e Acadêmicas:  Em um tempo de múltiplas atividades, encontro nesta oportunidade , um meio de levar a todos, as ações que envolvem a presidência, desde quando se propôs a manter as tradicionais finalidades da Academia, ao mesmo tempo em que se insere em suas responsabilidades a necessidade de construir uma nova estrutura operacional para assumir os compromissos que uma sede própria exige. Ainda mais quando a sede própria se instala em um edifício tombado pelo Poder Público, jóia arquitetônica inserida em um dos espaços mais conturbados da Cidade. Caracteriza-se, assim a Academia Paranaense de Letras ao mesmo tempo, como a maior homenageada pela cidade, e responsável, de imediato, pelo sucesso da grande empreitada de transformar em nobreza um bairro de dificuldades sociais imensas. Compreensível agora, o pouco interesse da Academia, em se instalar em uma sede própria durante todos estes setenta e oito anos. Essa condição de estar sediada em outra instituição, para ter apenas um endereço, sempre foi mais desagradável para a comunidade oficial, do que para a própria Academia, que se habituou a cumprir suas finalidades em compromissos culturais definidos na Revista da Academia e na Semana da História, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.   Essas duas atividades anuais, no entanto, foram sempre acrescidas de ações culturais personalizadas de Acadêmicos e Acadêmicas, nas quais muitos acadêmicos nem mesmo assinavam como pertencentes à Academia.   Aceita pela Academia a oferta da sede própria pelo  Poder Público Municipal, a ele se uniu o Poder Público Estadual, já que cabia ao Governador do Estado, após Decreto Autorizatório da Assembléia Legislativa, exarar a Lei Estadual de Cessão do Imóvel para a Academia, ato oficial que somente se tornou passível de ser efetivado, após a comprovação da operacionalização  do projeto ‘A Academia vai à Escola’, que tem por finalidade  a  implantação da Lei  Estadual 13.381/01, com anteprojeto da Academia, que determina a obrigatoriedade do Ensino de conteúdos da História do Paraná em todas as disciplinas do Ensino Fundamental e Médio do Paraná. A decisão desse desiderato levou o tempo de mais de um ano de audiências, projetos, cartórios, entrevistas, cumprimento de prazos, ao mesmo tempo em que a Presidente vem coordenando a preparação do projeto pedagógico dentro da própria SEED, a ser implantado com a preparação do material didático para professores, processo que se interrompeu com a mudança política e que, agora seguirá dentro de um cronograma oficializado entre os Convênios legalmente previstos.  Esses fatos, meus caríssimos Acadêmicos e Acadêmicas, constituem um pouco da história atual da nossa Academia, instituição que segue antigas tradições dentro de uma sociedade contemporânea, e vem se modificando com as forças da globalização, que interferem nas instituições pela universalização que o progresso imprime.  Como uma necessidade de preservação das suas raízes, as sociedades passaram a dar lugar à globalização, força que restaura a grande importância de preservar os valores de cada povo, de cada cidade, na reconstrução das instituições que promovem o pertencimento à sua terra e o respeito às tradições, necessárias ao processo de reconstrução individual e social  Eu os convido, ilustres confrades e confreiras, a participarem do nosso Café da Manhã para assistirem à apresentação das plantas arquitetônicas da nova sede da Academia e tomarem parte do processo de modernização que será instalado com o Observatório da Cultura Paranaense, sob as luzes da Academia Paranaense de Letras. Em seguida, fez uso da palavra Tarás Antônio Dilay, Curador de Projetos, que fez um relato das providências para a restauração do Belvedere, seguido pela arquiteta Fernanda Foltran, que mostrou, através de slides, o projeto de instalação da APL no local a ser instalada a Academia. Ato contínuo, participaram dos debates os confrades Ernani Buchmann, Dante Mendonça, Maria José Justino e Nilson Monteiro. Foi dada a palavra ao confrade Laurentino Gomes, que fez uma exposição a respeito de suas atividades como escritor de sucesso, tendo conseguido vender dois milhões de livros, bem como seus propósitos para o futuro, com relatos sobre sua viagem a Israel, bem como um relato sobre a escravidão no Brasil. Usaram da palavra, em seguida, os confrades Eduardo Rocha Virmond, Nilson Monteiro e Ernani Straube. Ao final da reunião ocorreu a leitura das crônicas comemorativas à passagem de mais um aniversário da cidade de Curitiba, pelos confrades Adélia, Chloris, Nilson, Buchmann e Ney Freitas. Nada mais tendo sido tratado, a presidente deu por encerrados os trabalhos, cuja ata vai assinada por presidente e por mim, secretário, que a lavrei.

Chloris Casagrande Justen                  Antônio Celso Mendes

Presidente                                            Secretário

 

 

Publicado em Atas