Ata da Sessão de 16 de Dezembro de 2010

Às 19 (dezenove) horas do dia dezesseis (16) de dezembro de dois mil e dez (2.010), no auditório do Instituto dos Advogados do Paraná, sito na Rua Cândido de Abreu, nº 128, 10º andar, desta cidade, sob a presidência da confreira Chloris Casagrande Justen, reuniram-se, em sessão solene, os membros da Academia Paranaense de Letras, conforme rol do livro de presença, além de familiares, colegas, amigos e admiradores de Eduardo Rocha Virmond, para nos termos da respectiva convocação, participarem da cerimônia solene de sua posse, na presidência desta Academia, para o biênio próximo de 2.011 a 2.013. Aberta a sessão e composta a mesa, foi feita a chamada dos Acadêmicos presentes e lido o credo pela confreira Adélia Woellner, seguidos da execução do Hino Nacional pelo saxofonista Daniel Miranda. Após, a presidente destacou o significado e a importância do evento, detendo-se em um breve histórico das academias “na configuração e condensação das realidades culturais da sociedade” e na “preservação dos seus valores e circunstâncias”. Aludiu ao abalo que representou a perda do presidente Veiga Lopes e as dificuldades inesperadas de ter de gerir a entidade já em final de gestão, acrescidas do preenchimento de novas vagas. Após essas ponderações, cedeu a palavra ao Acadêmico René Dotti que, da tribuna, agradeceu a incumbência de saudar o novo presidente e distinguiu a natureza da homenagem que lhe cumpria interpretar, na pessoa do novo presidente do honorável sodalício, Eduardo Virmond, seu colega e amigo de uma geração. Abordou a composição das academias e assinalou que, apesar das diferentes procedências de seus membros, todos se identificam no mesmo sentido de produzir e divulgar a cultura. Louvou o desempenho do novo presidente como jornalista e crítico de arte e Secretário da Cultura e, finalmente, sua atuação ativa e corajosa como advogado  e presidente da secção da OAB estadual, de cujo desempenho recebeu a Medalha Vieira Neto. Finalizou suas palavras com votos de sucesso e repetiu Bernard Shaw e os versos Geraldo Vandré, de que para os homens de sucesso, se eles não encontram solução para o que querem, criam-nas. Após, assumir o cargo e a direção dos trabalhos, o novel presidente lembrou a princípio os vaticínios de Walfrido Pilotto e Samuel Guimarães da Costa, no seu ingresso na Academia, de que um dia ainda seria seu presidente.O orador viu nisso, porém, uma brincadeira, ou, quando muito um estímulo de amigos, porque a esse tempo a Academia era-lhe uma imagem distante e estranha. Mas pouco tempo depois, sentiu-se melhor adaptado, porque se viu entre colegas que, por bons anos, foram companheiros assíduos do café Belas Artes. Lembrou seu desempenho como presidente da secção estadual da OAB, que correspondeu a um dos períodos mais difíceis que teve de enfrentar com  suas convicções de jurista e a exigência de uma  grande dose de coragem. Fez sua profissão de fé na justiça e na liberdade, ameaçadas ainda hoje pelo obscurantismo, e concluiu com Kant que “o direito é a liberdade”. Quanto ao exercício da presidência adiantou sua compreensão de que certamente não haverá concordância em tudo, mas esperava que dominasse a tolerância, prometendo contribuir com todo o seu esforço a seu alcance para o bom termo de sua gestão e o engrandecimento da Academia. Brasileiro não desiste, foi seu dístico final. Como nada mais havia, o presidente agradeceu a presença das autoridades e de todos, fez promessa de sucesso dos novos gestores e encerrou a sessão.

Eduardo Rocha Virmond – Presidente
Rui Cavallin Pinto – Secretário-Geral

Luís Guilherme Bergamini Mendes, administrador do site da APL, é Engenheiro de Computação formado pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Mantém o site da APL desde 2001.

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