Ata de 26 de setembro de 2011

Às dezoito horas (18:00) do dia vinte e seis (26) de setembro do presente ano, reuniram-se os membros da Academia Paranaense de Letras, sob a presidência do acadêmico Eduardo Rocha Virmond, no auditório Brasílio Itiberê, da Rua Cruz Machado n. 135, nesta cidade, para a realização da solenidade comemorativa dos 75 anos da fundação desta Academia. Contando com a presença de convidados e interessados, o presidente instalou a sessão, mediante a chamada de seus membros e a leitura do credo acadêmico feita por este secretário. Após, o senhor presidente fez a exaltação da data aniversaria e adiantou os temas e os oradores incumbidos das palestras programadas, alusivas à comemoração. De contínuo, a palavra foi conferira à confreira Chloris Casagrande Justem que construiu um amplo cenário do nossos tempo e seus valores materiais e culturais, para depois se reportar á história e contribuição da nossa entidade para a cultura e identidade do nosso estado e sua gente. Dando seguimento, foi à tribuna o acadêmico Jeorling Cordeiro Cleve que, mais espaçadamente abordou a personalidade e os feitos do Visconde de Guarapuava. Seguiu-se o acadêmico Carlos Roberto que focou o tema da Universidade de Rocha Pombo. Inicialmente o orador traçou um quadro internacional e nacional da época, atribuindo a idéia de universidade de Rocha Pombo ao modelo de Humbold, reitor da Universidade de Berlin, e também à uma visão napoleônica do que deveria ser uma escola de ensino superior. Suas idéias estão contidas no livro “A Supremacia do Ideal”, mas seu projeto acabou fracassando por falta de apoio político, embora se possa dizer que o modelo de então não era diferente do que corresponde à nossa atual Universidade, que, a bem de ver, constitui a maior invenção do Paraná. Em seguida foi atribuída ao colega Eduardo Virmond a palestra sobre a personalidade e a obra de Wilson Martins, que o orador converteu numa versão pessoal de sua convivência com o grande crítico literário. Lembrou que compunha um grupo de intelectuais que fazia ponto no Café Belas Artes e era rival de outro, com ponto na Livraria do Globo, a que pertencia Wilson Martins e que, ao final, os grupos se compuseram. Lembrou que a edição da História da Inteligência Brasileira foi iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, ao tempo em que era secretário. Fez considerações gerais sobre a personalidade independente, altiva e competente do crítico Wilson Martins, razão pela quais sofreu a reação de muitas vaidades feridas.Concluiu lastimando a perda de uma das inteligências mais brilhantes e ativas do pensamento literário nacional e sobretudo paranaense, de cujo estado foi filho por adoção. Por fim, completando a programação,l falou o acadêmico Belmiro Valverde, reduzindo a traços gerais a personalidade e o papel político de Bento Munhoz da Rocha. Abordou sua formação cultural, tanto filosófica como sociológica e sustentou que Bento foi o político de mais se preparou para o desempenho da vida política. Destacou o papel que cumpriu na reconquista do território do Iguaçu; sua imagem popular; seu projeto urbano por ocasião do centenário do estado e, finalmente, fez uma resenha de sua obra administrativa e a dificuldade de concluí-la, como queria, diante das dificuldades financeiras que seu governo teve de enfrentar. Cumprido o programa, o presidente encerrou a reunião, enaltecendo seu significado, agradecendo a presença de todos e reunindo os presentes para compartirem do bolo de aniversario e uma mesa de café.

Eduardo Rocha Virmond – Presidente
Rui Cavallin Pinto – Secretário

Luís Guilherme Bergamini Mendes, administrador do site da APL, é Engenheiro de Computação formado pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Mantém o site da APL desde 2001.

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