Fatos

  • É a partir de 13 de maio de 1936, através do 1º Congresso Nacional das Academias de Letras e Sociedades de Cultura Literária que é aprovada a fundação da Federação das Academias de Letras do Brasil, com sede no Rio Janeiro, para organizar, defender e incentivar a produção literária no país. Foi com a Federação que teve início o planejamento da APL.
  • Foi em reunião no dia 26 de setembro de 1936, no anfiteatro da Escola Normal Secundária, à rua Emiliano Perneta, sob a direção provisória de Ulisses Vieira, foi fundada a APL, numa fusão do Centro de Letras do Paraná e Academia de Letras do Paraná, que funcionavam sem uma organização para os padrões da época. No ato da fundação da APL foram aclamados 16 associados, todos pertencentes à antiga Academia de Letras do Paraná: dom Alberto Gonçalves, Andrade Murici, Azevedo Macedo, Dario Veloso, Dídio Costa, Francisco Leite, João Cândido, Lacerda Pinto, Leôncio Correia, Leônidas de Loiola, Pânfilo d’ Assunção, Romário Martins, Santa Rita, Sebastião Paraná, Serafim França, Silveira Neto e Tasso da Silveira.
  • No dia 13 de março de 1937, em reunião no salão nobre da Universidade do Paraná, as demais cadeiras, 26 das quarenta existentes, foram preenchidas com os seguintes membros: Alceu Chichorro, Ângelo Guarinello, Balão Júnior, Benedito Nicolau dos Santos, Ciro Silva, Davi Carneiro, Euclides Bandeira, Flávio Guimarães, Francisco Negrão, Heitor Stockler, Helvídio Silva, Hugo Simas, Idefonso Serro Azul, Laerte Munhoz, Martins Gomes, Pereira de Macedo, Quintiliano Pedroso, Raul Gomes, Rodrigo Júnior, Sá Barreto, Sá Nunes, Ulisses Vieira e Valfrido Piloto. A presidência provisória e a secretaria geral foram ocupadas por Ulisses Vieira e Sá Barreto.
  • Ainda neste mesmo ano, no dia 29 de maio, em segunda convocação, foi eleita a primeira diretoria da APL que ficou assim constituída: presidente, Ulisses Vieira; vice-presidente: Francisco Leite; secretário geral: Sá Barreto; primeiro secretário: Benedito Nicolau dos Santos; segundo secretário: Ciro Silva; tesoureiro: Pereira de Macedo; bibliotecário: Valfrido Piloto.
  • A primeira sede da APL é o apartamento 101 , no primeiro andar do Palácio Avenida, localizada na travessa da Oliveira Belo. Ulisses Vieira é reeleito para o biênio 1939/1941. São feitas homenagens ao centenário do nascimento de Machado de Assis, patrono e fundador da ABL (Academia Brasileira de Letras). A APL passa a conceder auxílio financeiro para publicação de obras dos acadêmicos. Mesmo com sérios problemas de saúde, Ulisses Vieira é reeleito para mais um biênio, 1941/1943, à frente da APL, tendo novamente Sá Barreto na secretaria-geral.
  • A Academia passa a funcionar em nova sede: à rua Monsenhor Celso, 243, no edifício Luis Valente. Nova mudança de endereço, devido a pressões política de 1942: na sede da Sociedade Giuseppe Garibaldi, no Alto de São Francisco. O presidente Ulisses Vieira falece em junho de 1942. Numa proposta de Azevedo Macedo, a presidência da entidade ficaria vaga até o final do mandato, em abril de 1943.
  • Findado este prazo, Sá Barreto foi eleito para a quarta diretoria, 1943/1945, mas em julho de 1944 renunciaria ao cargo, assumindo a vaga Martins Gomes, que já ocupava a vice-presidência. Para comemorar o oitavo aniversário da APL, foi realizado requintado almoço de confraternização no Grande Hotel Moderno. No ano seguinte, nova mudança de sede para a rua Doutor Murici, Martins Gomes é reeleito para o biênio 1945/1947 e comemora-se o centenário de nascimento de Eusébio da Mota.
  • Em 1966, Osvaldo Piloto é eleito para a presidência e a APL ganha nova revitalização, após vinte anos de marasmo. As reuniões passam a acontecer no Instituto Histórico. O acadêmico Raul Gomes se rebela pelo fato da não inclusão de Helena Kolody e Graciete Salmon nos quadros da entidade. Vasco Taborda Ribas, assume a presidência da APL em 1970 e até 1990, comanda os destinos da entidade aos trancos e barrancos. Em 30 de outubro de 1990, Felício Raitani Neto é eleito e busca revolucionar a entidade com a decisão de vários fatores que visariam o fortalecimento da mesma. O humanista Valfrido Piloto assume a presidência da APL no biênio 1992/1994 e faz convênios com organismos do Estado.
  • Em 29 de novembro de 1994, assume Túlio Vargas, e passa a dar nova dinâmica e postura a entidade, inclusive incentivando a abertura de novas academias pelo interior do estado.
  • Com o falecimento de Túlio Vargas, em março de 2008, assumiu a presidência Lauro Grein Filho, completando o mandato que se encerrou em dezembro do mesmo ano.
  • José Carlos Veiga Lopes foi eleito para comandar a APL durante o biênio seguinte, tendo igualmente falecido no exercício do cargo, em outubro de 2010, substituído por Chloris Casagrande Justen, até então vice-presidente.
  • Em dezembro de 2010, a Academia Paranaense de Letras elegeu Eduardo Rocha Virmond para a presidência, com mandato até o final de 2012.
  • Em dezembro de 2012, Chloris Casagrande Justen foi eleita para ocupar a presidência no biênio 2013-2014. A nova presidente e sua diretoria tomaram posse em Sessão Solene, no Clube Curitibano, em 20 de março de 2013.