A Condessa Beatriz, de Guido Viaro

Lançamento do livro “Confissões da condessa Beatriz de Dia” de Guido Viaro (neto) promete causar impacto, além das qualidades já demonstradas pelo ficcionista.

A condessa Beatriz de Dia foi uma compositora e trovadora medieval que revolucionou a música e os costumes de sua época. Dentre as poucas peças musicais que sobreviveram ao tempo a mais conhecida é “A chantar m’er de so qu eu no volria”, joia musical que, com mais de oitocentos anos de idade, não perdeu o frescor de letra e melodia.

Fantasia autobiográfica

beatrizdedia

Nessa, assumidamente, falsa autobiografia, o autor imagina as consequências da audácia de Beatriz, que como toda pessoa a frente de seu tempo, paga o preço pela inovação.

“Na sociedade medieval – diz o autor – a falta de crença em Deus era vista como criminosa, a infidelidade matrimonial também, a sexualidade era negada e o peso do pecado, descarregado sobre as costas das mulheres. A tentativa de libertação gerava dúvidas e anseios, o diabo era o maior suspeito. Os males derivados desse esforço espalhavam-se pelo campo físico e espiritual, e curiosamente, não são muito diferentes daqueles que acometem a mulher contemporânea.”

Lançamento no dia 15 de maio, a partir das 19:30 horas. Local: Museu Guido Viaro, Rua XV de Novembro, 1348. Fone: 3018-6194

Estacionamento anexo gratuito, Paineiras Park (com entradas pela Rua General Carneiro ou Marechal Deodoro).

Luís Guilherme Bergamini Mendes, administrador do site da APL, é Engenheiro de Computação formado pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Mantém o site da APL desde 2001.

Publicado em Geral