Encontro de acadêmicos em Cornélio Procópio

Representantes de 16 academias de todo o estado participaram, nos últimos dias 20 e 21, no Clube Kai-Kan, em Cornélio Procópio, do XII Encontro de Academias de Letras e Artes do Paraná, organizado pela Academia procopense, sob a presidência de Diná Tereza de Brito, e coordenado por Maria Eliana Palma, presidente da Associação das Academias (ALCA). A próxima reunião, em 2018, por deliberação da Assembleia Geral, acontecerá em Maringá, sob coordenação de Maria Eliana e Jeanette Monteiro de Cnop, presidente da Academia maringaense.

De palestra sobre “gerontolescente”, proferida pelo médico e acadêmico João Batista Lima, em referência às pessoas com mais 60 anos que refletem a vivência pós-guerra, “adolescente da maturidade”, a discussões administrativas da entidade, que aglutina as congêneres de todo o Estado, e ilustrada por apresentações culturais, o XII Encontro teve bom resultado, segundo os cerca de 40 participantes.

O discurso de abertura do evento, feito pela vice-prefeita do município, Angélica Olchaneski, espelha, de certa forma, o tempero entre o conservador e o moderno que convivem em Cornélio Procópio, sob os braços abertos da imagem em bronze do Cristo, no alto da Avenida XV de Novembro. Encravado no Norte Pioneiro, o município, hoje com 79 anos, sediou até os anos 1970 extensas fazendas de café e atualmente, um dos campi da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

O mesmo ocorre com o Hino de Cornélio Procópio, com letra de Átila Silveira Brasil e música de Rachel de Paula Rodrigues Graciano, ambos fundadores da Academia local. Com DNA de balanço musical moderno e próximo à música popular, muito à frente dos hinos oficiais, destoantes em gênero, grau e número, de quaisquer evoluções. Pouca ressalva há, uma delas a do Hino Nacional, que, embora pomposo, atravessa os tempos com o garbo de letra e música agradáveis. No encontro em Cornélio, ele foi executado por um coral de deficientes auditivos, sob regência da acadêmica Sônia Stefano.

As apresentações lítero/culturais foram outro agradável condimento do encontro. A começar pela ótima palestra “E por falar em literatura”, proferida pela professora Marilu Martens Oliveira, também acadêmica. Sinalizou de forma clara a necessidade de, sempre, estar em pauta a discussão: “O que é literatura”.

Houve várias apresentações artísticas, com corais, grupo de jogral e de dança e música, inclusive do Grupo de Dança Japonesa do Kai-Kan, que brindou aos presentes com a graça e leveza nipônica. O ponto alto, porém, ficou por conta da acadêmica e pianista Ana Cristina Peixoto Vilar, que, ao encerrar a programação, fez um “passeio” pela música popular, interpretada de maneira clássica, de vários países – Brasil, Uruguai, Argentina, Estados Unidos, França, Itália e Espanha/México. Muito aplaudida, teve que acrescentar mais uma interpretação ao seu repertório.

Acadêmicos de todo o Paraná reunidos em Cornélio Procópio.

A professora Marilu Martens Oliveira: “aula” sobre literatura.

Acadêmica Ana Cristina, um show ao piano.

PS: No mesmo local, a escritora procopense Etel Frota, a mais nova incorporada à Academia Paranaense de Letras, para ocupar a Cadeira 22, lançará, no dia 4 de novembro, seu romance “O Herói Provisório”.

Acadêmico Nilson Monteiro

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